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Cadê
Arnesto?
Show
musical-teatral em homenagem aos 100 anos de Adoniran Barbosa
O
projeto
Em nossa pesquisa sobre o autor elencamos algumas
características e pensamentos para homenagear Adoniran de
forma simples, coesa e alegre, que a alegria fosse transmitida ao
público através de
composições atemporais, que retratassem e
traduzissem uma rebelia positiva, otimista sobre a maioria dos
problemas e mazelas enfrentadas principalmente pelas classes mais
baixas da sociedade paulistana na época.
Os bairros por onde passou, os personagens que elucidou, dentro de uma
São Paulo num caos abafado de progresso constante, que se
fazia ouvir, de forma mais nítida, principalmente pelos mais
simples. O Samba então, é
expiação, é curativo, é
forma de socializar, de criar nichos sociais em diversos pontos da
metrópole que se reúnem para cantar a vida, os
fatores que determinam suas vidas, aquilo que os inspiraram, aquilo que
os abate, imortalizando seu cotidiano em música, em arte, em
ritmo.
Para escolher o repertório a Cia. não se deteve
somente as músicas mais conhecidas e de grande apelo
popular. Nosso critério escolheu o caminho da
“atemporalidade”. Adoniran escreveu
músicas que retrataram a São Paulo de sua
época, mas que descrevem perfeitamente os problemas que a
cidade enfrenta até hoje. Qualquer episódio de
suas músicas poderia fazer parte de qualquer
noticiário nos nossos dias, qualquer personagem de Adoniran
pode ser encontrado em qualquer esquina de nossa cidade,
porém descrito com menos bom humor, menos arte,
paixão e maestria.
A Cia. BURUCUTU apresenta “Cadê
Arnesto?”, as
esquinas de São Paulo filtradas pelos olhos de Adoniran
Barbosa.
Execução
O
projeto
é executado por 4
músicos-atores e um ator-músico, que percorrem as
unidades, ruas ou praças, convidando os presentes para
acompanhá-los na busca
por “Arnesto”,
na esperança de se fazer um samba, que acontece naturalmente
durante esse trajeto. Misturando música e
intervenções que envolvem a platéia no
contexto de Adoniran, de sua cidade e sua gente.
O
projeto foi elaborado à pedido do SESC Pompéia e
executado
no mês de fevereiro (2010). Se apresentou também no
SESC Bauru (no mesmo ano).
Em 2011, o projeto foi desenvolvido no SESC Santo André.
Repertório
As mariposa (1955),
Iracema (1956),
Samba do Arnesto (1953), Saudosa maloca (1951),
Trem das onze (1964),
Um samba no bexiga, Aguenta A Mão, João (1965),
Tadinho do Homi,
Tiro ao Álvaro (1960),
Vila esperança (1968),
Luz da Light (1964).

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Ficha
Técnica
Direção
Musical: Cristiano
Russo
Direção
Geral: Carla
Tito
Necessidades
Técnicas:
Show
Acústico |
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